Por que viver sem glúten?

Ainda um tema controverso na comunidade médica, o glúten, para alguns, só faz mal aos celíacos, aqueles que possuem uma alergia severa à proteína.  Outros já acreditam que os malefícios atingem a todos. O problema é que muitas vezes a pessoa não tem alergia, mas sim uma intolerância leve, que apresenta sintomas mais brandos e com os quais a pessoa pode conviver por muitos anos sem saber, causando danos ao organismo.

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De acordo com o médico Attilio Speciani, especialista em alergia e imunologia e diretor científico do Servizi Medici Associati (SMA), na Itália, a relação entre inflamações e alimentação é estreita. Speciani explica que consumir por muito tempo um alimento que tem intolerância ou alergia é semelhante a um envenenamento progressivo.

“Na prática, o organismo reconhece o inimigo, fica de olho, procurando limitar seus danos. Se a introdução do alimento persiste, o sistema perde o controle, o processo inflamatório se intensifica e os sintomas se exacerbam”, acrescenta Speciani.

No estudo da pediatra Márcia Luiza Baptista (leia aqui o estudo completo), uma das questões levantadas é a apresentação clínica da doença celíaca em pediatria e a associação com outras doenças autoimunes, como diabetes mellitus tipo 1, doenças da tireoidite, hepatite auto-imune, cirrose biliar primária, gastrite crônica atrófica, anemia perniciosa e doenças do colágeno.

“Existe a possibilidade  destes quadros autoimunes também serem causados pelo glúten, ao menos parcialmente. Esta hipótese para o desenvolvimento de doenças autoimunes tem sido defendida por alguns autores que constatam vários auto-anticorpos no soro de pacientes com a doença celíaca não tratada”, explica a médica.

Segundo o gastroenterologista John Cangemi, da Clínica Mayo, nos EUA, estudos indicam que, para cada pessoa diagnosticada, há outras 30 que provavelmente sofrem de doença celíaca e não sabem.

O nutricionista clínico Thomas O’Brian, daInstitution for Functional Medicine, também nos EUA, afirma que, em seu país, uma em cada quatro crianças examinadas são celíacas. O’Brien destaca que há diferença entre uma intolerância “leve” e a doença celíaca, porém, o problema do diagnóstico tardio não é o incômodo causado pelos sintomas, que muitas vezes são desprezados.

“O risco é que essa constante resposta imunológica pode desencadear doenças autoimunes, terceira causa de mortalidade e deficiência no mundo industrializado”, declara O’Brian.

Onde o glúten está presente?

glúten está presente principalmente nos produtos com farinha de trigo e derivados dos seguintes cereais: trigo, cevada, triticale, kamut, centeio e na aveia. Os celíacos não podem comer nenhum desses alimentos ou que tenham tido contato com os ingredientes que contém a proteína.

O que não tem glúten?

Milho, arroz, mandioca, batata são alimentos que não possuem glúten e que podem ser processados e transformados em farinha. A substituição da farinha de trigo pelas sem glúten facilita a adaptação de quem pretende eliminá-lo da dieta. Atualmente é fácil de encontrar pães, bolos, pizzas, macarrão, entre outros, sem glúten.

No site “Rio Sem Glúten” é possível encontrar informações úteis para quem pretende começar a dieta. Clique aqui e acesse.

Fontes:
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2011/04/04/intolerancia-ao-gluten-pode-ser-mais-comum-do-que-se-imagina-dizem-especialistas.htm

http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal70/saude_contem_gluten.aspx

http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/1189.pdf

 

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