Adoçar ou não? Eis a questão

Adoçar alimentos e bebidas é quase que uma tradição cultural. No livro “Sugar Blues”, o jornalista William Dufty conta que antigamente, nos primórdios da produção da cerveja e do vinho, se um comprador descobrisse que o fabricante adicionou açúcar à bebida, era banido do mercado por falsificação. Porém, a produção de açúcar refinado foi ganhando proporções econômicas relevantes para os países e conquistou a mesa dos consumidores.

açucar

Toda essa história é para contar que adoçar uma bebida pode ser visto também como hábito que, aos poucos, pode ser mudado, para podermos saborear o verdadeiro sabor de um suco ou tipo de café.  Há vantagens em não adoçar?

Primeiro vamos conhecer um pouco mais dos adoçantes artificiais (edulcorantes) mais encontrados no mercado.

Aspartame
Um dos mais populares e é alvo de controvérsias. Segundo a Anvisa, há um consenso sobre a segurança do edulcorante. Porém, uma das polêmicas gira em torno da fenilalanina, composto incluído na fórmula e vetado para portadores de fenilcetonúria (incapacidade de metabolizar a fenilalanina) e desaconselhado a grávidas, pois seu excesso pode prejudicar a formação neurológica do bebê. A nutricionista especialista em saúde pública, Simone Freire ressalta que a tolerância do produto no organismo é elevada, mas não há como controlar sua absorção.

Sacarina
O FDA, órgão americano que regulamenta alimentos e medicamentos, tentou proibir a sacarina nos anos 1970, por causa de experimentos feitos com ratos que relacionaram seu uso com o câncer de bexiga. O congresso adiou a proibição, a sacarina continuou nas mesas dos restaurantes. Depois de muitas avaliações, foi comprovado que o adoçante não causa câncer em humanos.

Ciclamato de Sódio
É um dos adoçantes mais polêmicos e está presente, principalmente nos refrigerantes zero, além de alguns sucos e alimentos light. O edulcorante está proibido nos Estados Unidos devido a pesquisas que relacionam seu uso com a incidência de tumores de bexiga. No Brasil, a Anvisa alerta sobre os limites de seu consumo.

Estévia
É uma planta com poder adoçante de até 300 vezes maior que a sacarose. Apesar de não obter nenhuma contraindicação, o produto tem um sabor amargo e costuma ser caro.

Sucralose
É um derivado da sacarose e promete manter um sabor agradável. Simone Freire ressalta que o edulcorante se assemelha à sacarose já que a maior parte do adoçante não é absorvida pelo organismo, sendo excretada pelo corpo.

O uso de adoçantes artificiais ainda é recente e divergências sobre sua segurança deixa o consumidor ainda mais em dúvida. Para tentar contornar as discordâncias, o Centro de Ciências de Interesse Público, um grupo americano de defesa da saúde , reivindica um rótulo de “evite” para sacarina e aspartame. O grupo alerta contra o acesulfame-k, um adoçante menos comum mas que é combinado com outros adoçantes de refrigerantes e balas para um resultado mais doce (a bala Halls sem açúcar, por exemplo, contém este tipo).

Açúcar: além da obesidade e diabetes

É possível que a maioria das pessoas já conheça motivos de sobra para não usar o açúcar refinado: diabetes e ganho de peso são os principais. Mas existem outros problemas relacionados ao seu consumo que ainda não são tão populares. Um deles é o câncer.

Segundo o médico Alberto Gonzalez, doutor pelo Instituto de Pesquisa Cirúrgica da Universidade Ludwig Maximilian de Munique e especialista em Nutracêutica, a prática mais nociva que devemos deixar imediatamente é o consumo de açúcar, tanto o refinado, quanto o mascavo, melado, rapadura e mel, devido ao alto teor glicêmico.

De acordo com o médico, esses alimentos são oxidantes e acidificantes do organismo (leia o post “O poder do limão”), o que contribui para o crescimento e o desenvolvimento de câncer.

Gonzalez inclui ainda na lista dos alimentos a serem retirados da dieta pães, pizzas, massas (integrais ou não), biscoitos, bolachas, bolos, tortas, salgados, frituras e empacotados.

Ou seja, por via das dúvidas e de algumas certezas, já comprovadas pela comunidade científica, por que não tentarmos reeducar nosso paladar e descobrir novas maneiras de saborear alimentos e bebidas?

Confira abaixo a lista de adoçantes e sua composição química.

GOLD
Composição: aspartame

FINN
Composição: aspartame

DOCE MENOR
Composição: sacarina e ciclamato

ASSUGRIN
Composição: sacarina e ciclamato

ADOCYL
Composição: sacarina e ciclamato

ZERO-CAL
Composição: sacarina e ciclamato

LINEA
Composição: sucralose

TAL & QUAL
Composição: ciclamato e sacarina

STEVITA
Composição: estévia

Fontes:

http://oglobo.globo.com/saude/conheca-os-perigos-dos-adocantes-artificiais-5172679

http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/15633-esclareca-as-polemicas-dos-principais-tipos-de-adocante

http://www.doutoralberto.com/

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