Más notícias sobre o glúten

Por que o glúten faz mal? E se faz tão mal assim, por que nossos avós sempre comeram pão, macarrão e tantos outros alimentos com farinha de trigo e não apresentavam tantos problemas relacionados ao glúten como se fala hoje em dia? São mais que normais esses questionamentos. Alessio Fasano, um dos médicos mais aguardados do “Congresso Internacional Nutrição Especializada e Expo Sem Glúten”, que aconteceu no Rio entre 25 e 27 de abril, liderou um estudo pioneiro nos EUA e contou em palestra no evento como descobriu a ação do glúten no intestino dos celíacos e intolerantes à proteína por meio da chamada zonulina.

Alessio Fasano

Alessio Fasano

Durante sua pesquisa, Alessio descobriu níveis muito elevados da zonulina no intestino de portadores de doenças autoimunes, como diabetes, esclerose múltipla, artrite reumatoide e doença celíaca. O médico revelou que é a zonulina que aumenta a permeabilidade intestinal, permitindo a absorção de toxinas que deveriam ser eliminadas. Como os intolerantes ao glúten e celíacos produzem mais zonulina que o normal quando consomem a proteína, aumentam a passagem de elementos tóxicos para o organismo.

Então você deve estar comemorando: “Se o glúten agride o intestino apenas de quem é celíaco ou intolerante a ele, e eu não sou nenhum dos dois, posso continuara a consumir!”. É aí que mora o problema.

Cerca de 75% dos americanos que sofrem de doença celíaca não sabem que tem a alergia ao glúten. Esse dado foi levantado por um estudo feito nos EUA, pela Clínica Mayo, e publicado em 2012 no “The American Journal of Gastroenterology”. Segundo o gastroenterologista John Cangemi, que liderou a pesquisa, para cada pessoa diagnosticada, há outras 30 que provavelmente sofrem da doença e não sabem.

Falta ainda responder a pergunta lá do início: por que nossos avós sempre comeram pão, macarrão e tantos outros alimentos com farinha de trigo e não apresentavam tantos problemas relacionados ao glúten como se fala hoje em dia? De acordo com Noádia Lobão, nutricionista funcional especialista em dietas sem glúten e organizadora do congresso, a farinha de trigo hoje não é mais como a dos nossos avós.

“Você já percebeu que a farinha que vende no mercado atualmente vem escrito na embalagem ‘farinha de trigo especial’? Isso quer dizer que essa farinha possui adição de glúten e hoje praticamente todas as farinhas são especiais”, explicou Noádia acerca da diferença da farinha de hoje em dia para a comercializada na época dos nosso avós.

Noadia Lobão, nutricionista funcional e organizadora do congresso

Noadia Lobão, nutricionista funcional e organizadora do congresso

Noádia, que preside o congresso internacional realizado no Rio, ressaltou também que hoje uma pessoa passa o dia consumindo glúten facilmente. No café da manhã em forma de pão, no almoço nos pratos feitos com massa e no jantar com sanduíches e lanches rápidos. Esse excesso, de acordo com a nutricionista gera uma compulsão pelo glúten por meio da gluteomorfina, elemento derivado do glúten mal digerido que ativa os receptores da morfina no cérebro e provoca satisfação durante algum tempo, induzindo a pessoa ao vício por alimentos com a proteína.

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2 Respostas para “Más notícias sobre o glúten

  1. Farinha de trigo especial não contém adição de glúten. A denominação “Especial”, segundo a legislação ( ANVISA – Portaria nº 354, de 18 de julho de 1996), se designa àquelas que contém no máximo 0,65% de cinzas. Qualquer farinha aditivada deverá ser denominada “Farinha de Trigo com fermento” e “Farinha de trigo com aditivo”.

  2. Tenho observado que nos finais de semana qdo exagero em alimentos a base de f.de trigo sinto diferença no abdomem e quadril na seg de manha embora não tenh doença auto imune.

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